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Demorou, mas está finalmente no ar (mais especificamente, no YouTube) a lista com trechos selecionados da mesa redonda “O Video Game como Linguagem Expressiva”.

Os trechos estão separados pelos seguintes assuntos:

  • Jogos Educacionais;
  • Educação e Mídia;
  • Articulando Signos;
  • Jogo, Música e Educação e
  • Fechamento “O Video Game como Linguagem Expressiva”.

Cada pedaço conta com a participação de um pesquisador diferente e o fechamento fica por conta do brilhante Professor Julio Freitas!

 Sem mais, segue a Playlist:

De o que?!?

Afinal, o que será esse tal negócio/coisa o Design? Quem será essa criatura/desconhecido o Designer? Ambos envoltos por segredos e questionamentos. Seria o Design algo mágico a se revelar somente aos poucos iniciados? E o Designer seria um iniciado, talvez um mestre, desses caminhos tortuosos? Pode, inicialmente, parecer que sim, afinal toda atividade criativa invoca alguns mistérios, mas isso fica só nas aparências.

Fazer Design é, básica, mas não exclusivamente, comunicar/informar, (seja em mediuns estáticos ou animados, bi- ou pandimensionais, objetais ou imagéticos). É corporificar idéias, expressar conceitos, exprimir sentimentos e ideais, sendo, isto sim, o essencial do Design. Fazer Design é coordenar diversas possibilidades comunicacionais, maximizando sua eficiência no atingimento de seus fins. É levar a inquietação do Designer para além de si, para o outro, positivamente, instigando questionamentos, a curiosidade e despertando o interesse. É incitar um clamor entre tantos chamamentos disputando a atenção e o querer do outro.

O Design não é simples instrumento/técnica de aumento da compra/venda, e nem o Designer um vendedor/técnico. Ainda que o Designer exerça o Design como atividade, no mais das vezes remunerada e autônoma, e seja, também, consumidor. Quanto ao Design, temos que é uma área do conhecimento, especializada, que aplica seus conhecimentos à consecução de fins predeterminados. Para isso o Design aplica saberes, técnicos, teoréticos e empíricos, usados pelo Designer. E, por não serem estáticos, o Design ou o Designer, se aperfeiçoam no tempo/espaço, reciprocamente.

Fazer Design, ou criar Design, ou aplicar Design, ou desenvolver Design, não é, tão-somente, fazer algo bonitinho, que seja, conseqüentemente, rentável. Design é a expressividade condicionada ao comunicar/informar. Design não é escolher uma letrinha diferente e fazer um amontoado de rabiscos coloridos e alegres. Superficialmente, até pode parecer, entretanto, observando, nota-se que o amontoado de rabiscos tem desenvolvimento coordenado, sua conformação equilibrada, pois lastreado por conhecimentos de forma, equilíbrio e composição, para evocar uma determinada reação/sentimento. A letrinha diferente, não foi aplicada ao acaso, por ser legal. Foi selecionada, manipulada criada, criteriosamente, por sua legibilidade, leiturabilidade acorde a conceituação definida projetualmente. Não basta que seja bonitinho, se não for eficaz. Todos os conceitos, conhecimentos e técnicas cometidos ao Designer culminam nessa parecência de bonitinho, pois o Design visa ao belo, qualquer que seja a percepção e definição deste, projetual e socialmente concebida. É tudo isso que confere à letrinha diferente e o amontoado de rabiscos coloridos e alegres valia comunicacional. Isso é que o Design faz, por meio do Designer, e tantas coisas mais. Valorando o projeto externalizando-o plenamente, para que não fique entrevisto. Ressaltando a subjetividade, aquela indefinível sutileza que a tudo permeia, manifestando-a e, assim, fazendo extraordinário o projeto.

O Designer provoca, é desavergonhado, que a atenção de todos, quer se comunicar com todos e quer que todos se comuniquem entre si, na produção de resultados, de Design, positivos, ágeis e mensuráveis qualitativa e quantitativamente. Ou seja, o Designer quer a solução que atenda às necessidades do cliente/produtor e do cliente/consumidor. Os atos de Design falam às necessidades do outro. Seja essa necessidade originária (fome, sede, proteção) ou derivada, (estilo, luxo, conforto). Atos que se materializam pelo Designer, que é seu núncio.

Seja qual for o problema que se apresente, dentro no âmbito do Design, o Designer está capacitado a solucioná-lo, não escondendo eventuais problemas, fazendo um embuste de projeto, maquiando. O Designer explora, realmente, as possibilidades do projeto e as utiliza plenamente. Isso, também, é o que diferencia um Designer daqueles que se arrogam qualidades e habilidades que ainda que as possuam, não sabem, no mais das vezes, as usar, podendo fazer do projeto um fiasco irrecuperável, com resultados catastróficos para o cliente/produtor. Por isso, ao contratar um profissional da comunicação, especificamente, o Designer, não deve-se pautar por questões só imediatas. A decisão deve ser ponderada, considerando não somente o investimento que é feito, mas no que esse investimento pode reverter. Afinal, de um produto/objeto, o que é esperado, é que se firme e continue por muito e muito tempo, não que se acabe ali, agora. Ainda que essa continuidade seja só na memória. É isso que o Designer, o profissional do Design, faz.

  • A versão completa deste artigo pode ser encontrada na nossa seção de Downloads! Clique aqui para baixar o PDF direto.

E mais uma edição do XNA GameFest Brasil acontece aqui em São Paulo, precisamente neste sábado, dia 20 de setembro. O evento patrocinado pela Microsoft, realizado pela SharpGames e pela Codificando.net contou com presenças fortes, como a de Bertrand Chaverot, o diretor da Ubisoft representada aqui no Brasil.

Mais do que ser marcado por presenças importantes, o evento tem se destacado pela preocupação com o conteúdo  que apresenta aos seus ouvintes. Como de costume, palestrantes como Fábio Galuppo e Roger Tavares levaram sua contribuição intelectual e, embora eu não tenha assistido às apresentações destes, conheço suficientemente o trabalho de ambos para dizer que certamente eles mantiveram o desempenho e o entusiasmo impecáveis como sempre.

Com essa aposta em conteúdos cada vez mais densos, tive a honra de ser convidada a palestrar no evento deste ano. E para fazer jus ao convite propus uma mesa redonda com nomes ilustres da comunidade, agraciada com o aceite destes. Assim, estiveram presentes na mesa que mediei os seguintes estudiosos:

José Julio Stateri
Possui graduação em Licenciatura Plena e Bacharelado em Instrumento Musical - Piano pela Faculdade Marcelo Tupinambá. Mestrado em Ciências Sociais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Atualmente é professor - Fundação Instituto Tecnológico de Osasco - no Curso Superior de Música e no Conservatório. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Musical.

Julio César de Freitas
É graduado em Desenho Industrial pela Fundação Armando Álvares Penteado, especialista em Engenharia de Produto pela Universidade São Judas Tadeu e mestre em Comunicação e Artes pela Universidade de São Paulo ECA/USP. É Professor do Centro Universitário Senac e da Fundação Armando Álvares Penteado. Atua na área de Desenho Industrial, com ênfase em Design e Tecnologia Digital: Objetos Dinâmicos e Contextuais Odicons.

Paulo Roberto Monteiro de Araújo
Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (2003). Atualmente é professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Senso em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua principalmente nas seguintes áreas: Cultura Contemporânea, Arte, Ética e Filosofia Política.

O artigo que apresentei pode ser encontrado na íntegra na seção de Downloads ou simplesmente clicando aqui.

Em breve espero ter mais detalhes sobre nossa apresentação para trazer até vocês.

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